Instituto Agronômico, humanismo

A avenida Barão de Itapura é uma linha reta, reminiscência do período em que, no final do século 19, a mentalidade positivista ainda vislumbrava um crescimento harmônico. E nasceu como Boulevard Barão de Itapura, revelando o sonho de reprodução, nos trópicos, das grandes avenidas que rasgaram Paris com as reformas introduzidas pelo Barão Haussmann, entre 1852-1870.

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Em um trecho dessa linha reta, no belo conjunto de edifícios do Instituto Agronômico, foi escrito mais um capítulo da recorrente capacidade de reconstrução de Campinas. O Instituto Agronômico foi fundado em 1887 por D.Pedro II, como Estação Agronômica Imperial, mas não demoraria muito para se tornar um emblema do republicanismo. Muitos cientistas estrangeiros foram atraídos para trabalhar na instituição, projetada para servir de base tecnológica para uma agricultura em transformação, da mão-de-obra escrava para a assalariada, com forte presença de imigrantes europeus.

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As pesquisas realizadas no Agronômico foram vitais para Campinas se superar de dois traumas, o da Febre Amarela, que devastou a cidade entre 1889 e 1897, e o da crise do café, a partir de 1929. Com os estudos ali executados, como na área do algodão, Campinas e todo estado de São Paulo se reergueram mais rapidamente, facilitando a transição para a  industrialização.

Com o tempo, o Agronômico ampliou sua atuação, tornando-se referência mundial em diversos campos, e particularmente em citros, na cana e no café. Grande parte dos alimentos consumidos diariamente pelos brasileiros é derivada das pesquisas do Instituto Agronômico, de Campinas.

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